
Lista de devedores da Segurança Social
Lista de devedores da Direcção Geral dos Impostos
Se as listas tivessem os números de telefone destes caloteiros, o Nilton certamente tinha muito com que se entreter. E eu também!

Eles não sabem que o sonho
Va pensiero (Va, pensiero, sull'ali dorate) é um dos coros mais conhecidos da História da Ópera, colocado na terceira parte de "Nabucco" de Giuseppe Verdi (1842), onde vem cantado pelos Hebreus prisioneiros na Babilónia.
Os versos foram escritos pelo poeta Temistocle Solera, tendo este inspirado-se no salmo 137 Super flumina Babylonis.
Tenho um especial afecto por esta música, que me relembra um pouco do tempo que vivi em Roma. Subsiste uma nostalgia quando penso nos dias lá passados. Por isso, espero lá voltar um dia. Não para viver, mas para revisitar, recordar, vaguear...
Roma é: cidade eterna.

"Não é possível perceber o que se passa na Educação em Portugal sem conhecer um debate de ideias — umas vezes surdo, outras agressivo — que divide a opinião pública, cria desconforto entre profissionais de educação e pauta tomadas de posição de políticos e decisores.
De um lado, surgem pessoas, ideias e atitudes que têm tido um papel dominante na política educativa. Ideias que habitualmente se identificam, nem sempre de forma correcta, com a «escola moderna», com o «ensino progressista» ou com o «ensino centrado no aluno». Ideias que se estendem por várias áreas políticas, que tiveram uma influência crescente no Ministério da Educação ao longo dos anos 80 e 90, que portanto vingaram sob a acção de governantes de partidos tão diversos como o CDS/PP, o PPD/PSD e o PS. Ideias que têm simpatias em todos esses partidos e noutros.
Do outro lado surge uma opinião pública difusa, que se manifesta descontente com o estado actual da educação e que tem a noção intuitiva de terem sido os teóricos da pedagogia dita moderna que conduziram à situação presente. Nessas opiniões críticas incluem-se vozes ingénuas ou menos sofisticadas, como as que acusam as «Ciências da Educação» no seu todo, sem perceberem que a pedagogia é necessária, que a reflexão pedagógica é importante e que a investigação pedagógica é imprescindível para ultrapassar os problemas do ensino. Nas opiniões críticas incluem-se também professores e intelectuais que discordam dos exageros da ideologia pedagógica dominante. Umas vezes, essa discordância incide sobre aspectos relativamente secundários, como a linguagem hermética seguida por muitos teóricos da pedagogia. Estes são então acusados de falarem «eduquês» — um nome castiço e feliz que o então ministro Marçal Grilo usou para classificar essa fala esotérica.
Outras vezes, a discordância é mais profunda e tem raízes na detecção, mesmo que intuitiva, de ideias pós-modernas, construtivistas e românticas que têm influenciado a educação. No entanto, apesar dessa consciência, a crítica ideológica tem sido dispersa e essencialmente limitada a intervenções em conferências e na imprensa." [...]
