sábado, 24 de julho de 2010
Jogos de negociação
Apenas foi apresentado o modelo de Rubinstein, embora o modelo revolucionário da teoria dos jogos de negociação seja o modelo de negociação de Nash. Para os interessados, na Wikipedia podem encontrar um artigo escrito por mim sobre o assunto: O problema da barganha.
terça-feira, 20 de julho de 2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Pedra filosofal
Eles não sabem que o sonho tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.
Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.
Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é Cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.
Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.
António Gedeão
domingo, 18 de julho de 2010
Va pensiero - Vai pensamento
Va pensiero (Va, pensiero, sull'ali dorate) é um dos coros mais conhecidos da História da Ópera, colocado na terceira parte de "Nabucco" de Giuseppe Verdi (1842), onde vem cantado pelos Hebreus prisioneiros na Babilónia.
Os versos foram escritos pelo poeta Temistocle Solera, tendo este inspirado-se no salmo 137 Super flumina Babylonis.
Tenho um especial afecto por esta música, que me relembra um pouco do tempo que vivi em Roma. Subsiste uma nostalgia quando penso nos dias lá passados. Por isso, espero lá voltar um dia. Não para viver, mas para revisitar, recordar, vaguear...
Roma é: cidade eterna.
A minha recomendação de leitura

"Não é possível perceber o que se passa na Educação em Portugal sem conhecer um debate de ideias — umas vezes surdo, outras agressivo — que divide a opinião pública, cria desconforto entre profissionais de educação e pauta tomadas de posição de políticos e decisores.
De um lado, surgem pessoas, ideias e atitudes que têm tido um papel dominante na política educativa. Ideias que habitualmente se identificam, nem sempre de forma correcta, com a «escola moderna», com o «ensino progressista» ou com o «ensino centrado no aluno». Ideias que se estendem por várias áreas políticas, que tiveram uma influência crescente no Ministério da Educação ao longo dos anos 80 e 90, que portanto vingaram sob a acção de governantes de partidos tão diversos como o CDS/PP, o PPD/PSD e o PS. Ideias que têm simpatias em todos esses partidos e noutros.
Do outro lado surge uma opinião pública difusa, que se manifesta descontente com o estado actual da educação e que tem a noção intuitiva de terem sido os teóricos da pedagogia dita moderna que conduziram à situação presente. Nessas opiniões críticas incluem-se vozes ingénuas ou menos sofisticadas, como as que acusam as «Ciências da Educação» no seu todo, sem perceberem que a pedagogia é necessária, que a reflexão pedagógica é importante e que a investigação pedagógica é imprescindível para ultrapassar os problemas do ensino. Nas opiniões críticas incluem-se também professores e intelectuais que discordam dos exageros da ideologia pedagógica dominante. Umas vezes, essa discordância incide sobre aspectos relativamente secundários, como a linguagem hermética seguida por muitos teóricos da pedagogia. Estes são então acusados de falarem «eduquês» — um nome castiço e feliz que o então ministro Marçal Grilo usou para classificar essa fala esotérica.
Outras vezes, a discordância é mais profunda e tem raízes na detecção, mesmo que intuitiva, de ideias pós-modernas, construtivistas e românticas que têm influenciado a educação. No entanto, apesar dessa consciência, a crítica ideológica tem sido dispersa e essencialmente limitada a intervenções em conferências e na imprensa." [...]
sábado, 17 de julho de 2010
Barcelona
Vou a Madrid!

Eu e a Mari vamos estar em Madrid nos próximos dias 25 e 26 deste mês. Encontrámos umas viagens baratinhas na Ryanair e decidimos partir à aventura. Convidamos mais dois grandes amigos, o Bruno e a Patrícia, que nos farão companhia nesta tripzita.
Queriamos passar um pouco mais de tempo na capital dos españolitos, pelo que teremos de aproveitar o tempo da melhor forma possível. Como vamos ficar instalados numa pousada da Gran Via, mesmo no centro de Madrid, dará para ver muita coisa no pouquíssimo tempo que temos.
Esperamos ver o Palácio Real, Plaza Maior, museus do Prado, Reina Sofia e Thyssen-Bornemisza (só por fora, é claro), Convento das Descalzas Reales, Parque del Retiro, Porta do Sol, Praça Cibeles, Porta de Alcalá, e algo mais.
Estou ansioso! Até já estou a treinar o meu espanhol!